segunda-feira, 26 de julho de 2010

Histórico de Campos Altos



















Uma abordagem histórica de Campos Altos através de períodos culturais diversos se inicia com a ocupação indígena que durou milhares de anos. As marcas e a influência destes primeiros habitantes estão presentes em forma de vestígios arqueológicos, nos hábitos alimentares, nas crenças e práticas de medicina tradicional. De certa forma Campos Altos, como todo o Brasil é um imenso sítio arqueológico. É tanto que muitas igacabas? urnas funerárias? encontradas no solo do município são consideradas testemunhos da antiga presença indígena. Pela tradição oral consta que no Século XVII houve as primeiras incursões dos bandeirantes, que atravessaram a região em busca de metais preciosos, escravos indígenas e fugitivos negros aquilombados. Em meados do Século XVIII, escravos fugidos da região de São João Del Rey e outras vilas mineradoras encontraram refúgio nas montanhas das serras de Campos Altos. Fundaram mais de vinte núcleos de resistência na região, como o quilombo Dornadas Catiguá ou Tengo-Tengo. A região também era conhecido como Sertão dos Quilombos de Campo Grande, por causa do grande número desses refúgios. O maior deles foi o Quilombo do Ambrósio, cujas ruínas situam-se no distrito de São São Jerônimo dos Poções. As guerras coloniais entre colonizadores, indígenas e quilombolas duraram décadas. Somente nos anos de 1750, com a derrota dos quilombolas, foi aberta à ocupação colonial. Segundo constam nos dados históricos alusivos ao surgimento da povoação, hoje cidade de Campos Altos, o primeiro morador teria sido Leandro Henrique de Provença (ou Proença) Lara que, requerendo uma Sesmaria no local, ali se fixou, construindo uma casa que viria a ser a primeira sede da Fazenda Palestina. Posteriormente, novas famílias foram chegando e instalando novas fazendas. A atividade agrícola cresce e, com ela, o povoado. A evolução do povoado foi incrementada com a inauguração da estação de estrada de ferro Urubu, em 1913, nas terras da Fazenda Palestina, e pelos novos armazéns, das novas casas grandes do Dr. Luiz de Souza Coelho e do Coronel Frederico Franco, e cafuas, residências de dormentes inutilizados, onde moravam negros e mestiços pobres, trabalhadores braçais da linha ferroviária. O nome Urubu foi derivado pela proximidade da Serra do Urubu, assim conhecida desde o Século XVIII. Em 1921 a estação foi rebatizada de estação de Campos Altos. Em 1943 foi criado o município de Campos Altos. O topônimo municipal, pelo que se sabe, teve sua origem na própria configuração física do território, onde predominam os terrenos de campos e a altitude em que se encontra a cidade.

Formação Administrativa


Distrito criado com a denominação de Campos Altos, pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, criado com terras desmembrada do distrito de Pratinha, subordinado ao município de Ibiá. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Campos Altos figura no município de Ibiá. Foi elevado a categoria de município com a denominação de Campos Altos, pelo decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, desmembrado dos municípios de Ibiá e São Gotardo, com a constituição de três distritos: Campos Altos (distrito sede) e o distrito de Pratinha, desmembrados do município de Ibiá e o distrito de São Jerônimo dos Poções, desmembrado, então, do município de São Gotardo. Pela lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, desmembra do município de Campos Altos o distrito de Pratinha, que foi elevado à categoria de Município. Em divisão territorial datada de 1 de julho de 1960, o município é constituído de dois distritos: Campos Altos e São Jerônimo dos Poções. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2008.
















Sugestões lúdicas para
a sala de aula
TRAVA-LÍNGUAS



Aqui o desafio é falar bem rápido, mas sem enrolar a língua



IDADE A partir de 5 anos.
O QUE DESENVOLVE Ritmo, expressão oral e audição.
ORGANIZAÇÃO Livre.
COMO BRINCAR As crianças declamam as quadrinhas em voz alta. Quem erra perde a vez.



A ARANHA E A JARRA



A aranha arranha a jarra.
A jarra arranha a aranha.
Nem a aranha arranha a jarra
Nem a jarra arranha a aranha.



A LIGA



Se a liga me ligasse,
Eu ligava a liga.
Mas, como a liga não me liga,
Eu não ligo a liga.



O DOCE MAIS DOCE



O doce perguntou para o doce
Qual é o doce mais doce.
O doce respondeu para o doce
Que é o doce de batata-doce.

PINGA A PIPA





Pinga a pipa
Dentro do prato,
Pia o pinto
E mia o gato.



TIGRE E TRIGO



Um prato de trigo
Para um tigre.
Dois pratos de trigo
Para dois tigres...


CORRIDA DO BARBANTE


As crianças se enrolam num longo fio. Quando todas estiverem unidas, é hora de desenrolar
IDADE A partir de 6 anos.
O QUE DESENVOLVE Agilidade de movimentos, atenção, concentração e espírito de equipe.
MATERIAL Rolos de barbante.
ORGANIZAÇÃO Todos sentados em suas carteiras arrumadas em fileiras. O ideal é ter o
mesmo número de participantes em cada fila.


COMO BRINCAR O primeiro de cada fileira recebe um rolo de barbante. Quando você der o
sinal, ele se levanta, enrola o cordão duas vezes em volta da cintura, entrega o rolo ao colega
de trás e se senta. O segundo pega o carretel, se levanta e faz o mesmo. Assim que o último
termina de se enrolar, inicia o movimento contrário: desenrola o cordão da cintura, enrola a
linha no rolo e passa para o colega da frente. A brincadeira segue até que todos estejam
desenrolados. Vence a equipe que colocar primeiro o rolo arrumado sobre a sua mesa.


CAIXINHA DE SURPRESAS

Quando a música pára, quem está com a caixa na mão cumpre uma tarefa
IDADE A partir de 7 anos.
O QUE DESENVOLVE Expressão de sentimentos.
MATERIAL Uma caixa, tiras de papel, canetas, um aparelho de som e fitas cassete ou CDs.
ORGANIZAÇÃO Os alunos ficam em círculo, sentados ou em pé.

COMO BRINCAR Elabore tarefas com as crianças. Por exemplo: abraçar todos os colegas,
cantar uma música, contar um causo. Escreva cada uma em uma tira de papel e ponha em uma
caixa, que deve ficar na mão de uma criança. Fique de costas para o círculo de alunos e coloque
uma música. Enquanto isso, a caixa passa de mão em mão. Quando você desligar ou abaixar o
som, quem estiver com a caixa sorteia um papel e cumpre a tarefa que está escrita nele.

JOGO DOS RÓTULOS

Um é exibido, outro é engraçado. Será mesmo possível classificar os colegas assim?
IDADE A partir de 7 anos.
O QUE DESENVOLVE Trabalho em grupo.
MATERIAL Rótulos (feitos pelo professor) e fita adesiva.
ORGANIZAÇÃO As crianças andam livremente pela classe.

COMO BRINCAR Os alunos se organizam em roda e fecham os olhos. Enquanto isso, você fixa
um rótulo na testa de cada um (Sou surdo. Grite! / Sou engraçado. Sorria. / Sou indeciso.
Diga-me o que fazer. / Sou poderoso. Respeite-me. / Sei tudo. Pergunte-me. / Sou antipático.
Evite-me.). Ao seu sinal, eles abrem os olhos e começam a andar pela sala. Quando encontram
um colega, lêem (mas não dizem) o que está escrito em sua testa e agem de acordo com as
instruções. Por exemplo, se a criança lê “Sou prepotente. Tenha medo!”, ela deve expressar
receio e fugir desse colega. Depois de um tempo, quando todos olharam os rótulos dos colegas,
formam uma nova roda. Pergunte se cada aluno descobriu o que estava escrito em sua testa.
Em seguida, eles conferem se acertaram. Incentive cada um a contar como se sentiu e, depois,
peça às crianças para comparar a experiência que viveram com situações reais. Pergunte se
elas costumam “rotular” os colegas ou acham que são rotuladas.